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Tratar o canal

Canal radicular é a parte das raízes dos dentes por onde passa o conjunto de vasos e nervos que ligam os dentes ao sistema nervoso central. Pode-se dizer, também, que é o espaço ocupado pela polpa dentária radicular. Em conseqüência de cáries não tratadas e que atingem o terceiro grau (o primeiro é o esmalte, o segundo a dentina e o terceiro a polpa ou canal), quando ele ainda se encontra com vitalidade, penetrando na câmara pulpar numa forma de invasão, contaminando esta região, a qual se isto não acontecesse, permaneceria fechada, sem contato com o meio externo. As proteções maiores estão no esmalte e na dentina. Quando chega na polpa, a invasão é rápida e fácil, desencadeando o processo de infecção dos canais radiculares. Este é o momento em que os canais precisam ser tratados, inclusive porque, na sua fase aguda, com os microorganismos enclausurados nos tecidos, a dor é intensa, chegando em muitos casos a ser insuportável.

A primeira parte do tratamento de canal é sua desinfecção, quando se removem os restos pulpares com dentina infectada e outras substâncias estranhas das paredes dentinárias. Esta etapa é mecânica, mas inclui a utilização de elementos químicos, como o hipoclorito de sódio para lavagem dos condutos. Sua complementação é feita com medicação para ação regenerativa indutora da formação de uma capa dura de hidróxido de cálcio para sua proteção, na forma de um recobrimento direto ou indireto. Conclui-se o tratamento do canal com sua obturação definitiva, fase que só acontece após um fechamento provisório por 24 horas, para melhor avaliação do tratamento feito. De acordo com as necessidades de abertura do canal, pela perda de dentina e esmalte, a obturação é feita para permitir maior resistência ao dente, ou ainda, para que o mesmo possa receber uma restauração metálica ou servir de suporte para confecção de uma prótese apoiada em sua estrutura remanescente.

Motivo maior para se fazer o tratamento de canal é não perder o dente. Nos casos em que o tratamento de canal é feito em tempo hábil, permite-se o aproveitamento integral do dente mediante uma simples restauração. Se alguns dentes já foram perdidos, outros dentes serão utilizados para sustentar próteses que irão repor os dentes perdidos. Nestes casos, quase sempre o tratamento de canal é necessário para que não aconteçam problemas depois que a prótese já tenha sido colocada tendo-se que removê-la para tratar os canais. Outra vantagem do tratamento de canal, quando necessário, é o fato de que um canal tratado tira a vitalidade daquele dente, ou seja, este dente não tem mais possibilidade de vir a doer. Deve-se pensar também que dentes infeccionados estão espalhando pelo corpo agentes infecciosos, justamente por nossa porta de entrada mais direta, que é a boca, podendo desencadear outros processos infecciosos. Por estes motivos, canais infeccionados devem ser tratados o quanto antes, inclusive para evitar a fase aguda, em que a dor é latejante.

Todos os dentistas aprendem a fazer tratamentos de canal. Os canais dos dentes anteriores, além de serem unitários, são retos e de mais fácil tratamento. Os pré-molares tem dois canais e os molares três, sendo, nestes últimos, comuns os canais curvos em função de serem tortas as raízes de muitos dentes. Canais curvos, e com canais secundários são de mais difícil tratamento, motivo pelo qual alguns profissionais preferem optar por encaminhar este tipo de paciente a especialistas. Os especialistas em tratamento de canais são chamados de endodontistas e, normalmente, preferem que os pacientes venham indicados por seus dentistas, para saberem de antemão o que pretendem estes colocar sobre o dente que terá seus canais tratados. Canal só dói se não tratado. Feito o tratamento, não dói mais.

Autor: Antônio Inácio Ribeiro

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